sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quando me amei de verdade*

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar.

Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!



*Este texto foi erroneamente atribuído à autoria de Charles Chaplin. Na verdade, ele já foi atribuído à vários autores, sendo Kim McMillen a mais provável autora do mesmo.

Este é um dos textos mais verdadeiros que já li! Acredito que não há receita para ser feliz. A felicidade é um caminho pessoal... Mas, para mim, este texto é uma receita para se viver bem!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Seja um idiota*


A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!


*Texto de Ainlin Aleixo

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O adeus à lógica*


“Rendição é minha maior dificuldade. Eu me exijo desumanamente. Tenho a impressão de que se eu não tiver uma vida bem argumentada, ela vai se esfarelar em minhas mãos. Sou garimpeira, quero sempre cavoucar a razão de tudo, não consigo dar dois passos sem rumo determinado.”


Esse é um trecho de um livro. De um monólogo de uma mulher no analista, tentando se libertar do que considera sua maior virtude e, ao mesmo tempo, seu maior entrave: ela racionaliza tudo. Demais. Ela sabe que pensar é um bom hábito, mas pensar o tempo todo é nocivo, principalmente quando se está vivendo um grande abalo emocional. É o caso da personagem do livro, que viveu uma série de rupturas num breve período de tempo e tenta, alucinadamente, entender o que aconteceu, e como, e quando, e por quê.

Alucinadamente não é um advérbio usado aqui por acaso. Procurar entender uma dor enlouquece mesmo.

A maioria das pessoas, quando em estado de sofrimento extremo, pensa até a página 2. Dali por diante, desiste de encontrar razões que fundamentem sua devastação e tratam de chorar e chorar até que um novo dia amanheça, porque sempre amanhece. Elas vivenciam o luto, perdem a elegância e xingam os deuses, pois sabem que todo sofredor tem crédito na praça, pode pirar durante um tempo que os amigos seguram a onda.

O que o sofredor não pode é tentar buscar alguma lógica para o que está sentindo, porque a emoção não tem lógica, as coisas dão certo e depois não dão, as pessoas dizem que te amam e depois desamam, de manhã você está infeliz e no meio da tarde se anima, e só há uma explicação: a vida é assim. Para alguns, essa explicação basta. Para outros, essa explicação só pode estar sonegando alguma coisa. Não toleram tanta simplificação. Que vida é assim, o que!

A personagem do monólogo finalmente amadurece e entende que não há nada sendo sonegado. Não temos controle sobre coisa alguma, a cada dia estamos nas mãos do imprevisto, e tudo o que nos resta é aproveitar os acontecimentos bons e lamentar as dificuldades, pois elas fazem parte do mesmo kit. É pegar ou largar. Mas só um demente largaria. Quem não se sujeita ao pacote inteiro, não vive.

O livro não tem final, apenas mostra que, depois de a personagem ter quebrado a cabeça tentando encontrar conexões entre suas atitudes e pensamentos, descobre que a vida não é mesmo bem alinhavada. Buscar uma lógica para a dor só nos prende ainda mais a ela. É como tentar morder o próprio rabo – nunca terá fim.

Toda emoção é inconstante, toda paixão é bipolar. Tudo é mistério, tudo é instável, e sorte de quem aprende a se equilibrar nessa gangorra. O livro que citei foi publicado por mim nove anos atrás, chama-se Divã e tem sido uma alegria vê-lo ainda tão potente através da minissérie que está no ar. A personagem Mercedes se emancipou da autora e agora está comovendo através dos textos do talentoso Marcelo Saback. Mas a moral da história continua a mesma: basta estarmos vivos para sermos passíveis de assombro.

*Texto de Martha Medeiros

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A falsa arte de dominar alguém

"Enquanto eu estiver ali, ela não conversa com ele". Vi a situação e depois ouvi essa frase de uma das partes envolvidas. Sim, era a mulher ou namorada ou peguete do cobiçado em questão que falava isso em alto e bom tom para todos ao redor ouvirem.  Aí eu te pergunto: tá, enquanto você estiver ele não conversa. Mas, você, por acaso, vai ficar grudada no cidadão 24h por dia? 

Tem mulheres que acham que podem defender seus homens do furioso ataque de uma piriguete qualquer por aí. Ledo engano. Elas não só não defendem como também podem abrir as portas para que isso aconteça. Encaremos aos fatos:

1- Ao desafiar uma piriguete que, supostamente, quer dar em cima do seu homem, você estabelece a concorrência. O ser humano é movido à desafios. Qual é a chance da piriguete em questão se intimidar? Nenhuma. Pelo contrário, ela vai é querer mais e mais pegar o homem. Aí no caso, talvez nem vai ser porque ele é um "deus grego", mas porque houve o desafio e ela quer mostrar que é mais. Vantagem desta ação: praticamente nula ou "o feitiço volta contra o feiticeiro".

2- Ao impor que enquanto estiver com ele, ele não vai conversar com a outra, você não apenas infla o ego do cara (nossa, eu sou o maior mesmo! Duas brigando por minha causa) como também levantar a dúvida na cabeça dele: será que ela é melhor? Vantagem desta ação: chifre prestes a se estabelecer!

Mulherada, acorda! Ninguém protege ninguém de ninguém! E ninguém é propriedade de ninguém! Se a piriguete quer atentar seu homem e se conseguir, quem é que errou na questão? Não tem como ficar colada no cara e impondo regras para um relacionamento 24h por dia. "Com essa você pode conversar, com aquela não". As pessoas esquecem que têm suas individualidades, seus projetos, seus amigos, praticamente se anulam quando estão numa relação. O que, ao meu ver, é o objetivo contrário de um relacionamento. As pessoas devem se somar, não se separarem para viver num mundo à parte e alheio da sociedade.

Outras mulheres bonitas e outros homens também, existem às pencas, ou seja, a concorrência existe a todo momento. O que vai te prender a ele e ele a você são as sensações que vocês despertaram um no outro e a sua autoconfiança.  Quem se deixa levar por qualquer braço másculo ou qualquer bunda grande é superficial e não dá valor ao que tem ao lado. Aí sim, em vez de brigar, é hora de pensar até que ponto esse relacionamento é sincero!

terça-feira, 15 de março de 2011

Ainda sobre a morte

Sei que muita gente não gosta de falar disso, nem pensar que isso um dia vai acontecer. E antes que pensem qualquer coisa, já respondo: Não, não estou deprimida e nem melancólica. A palavra certa é “pensativa”.

Também pudera: não há como passar pela morte de alguém mais do que especial na sua vida e ficar inerte. Ficar só chorando também acredito que não é o caminho. Eu busco entendimento, algum aprendizado para carregar comigo e amenizar todo este vazio, só isso.

Dói quando eu lembro que poderia ter feito mais, ter dado mais atenção, sentado mais vezes para conversar... Mas nós somos assim, não é? Cada um tem o seu temperamento, nem todo dia estamos bem, mas o certo é que muitas vezes deixamos passar... E o deixar passar vai pesar lá na frente.

Também lembro dos bons momentos, das risadas, das conversas intelectuais, de todo carinho e amor. As lembranças mais doces da minha infância têm a sua imagem, meu pai. E eu espero do fundo do meu coração que, mesmo que do meu jeito, tenha conseguido retribuir a todo esse amor!

O lado sério agora: hoje eu penso que a morte nos acorda, que nos faz amar melhor, nos faz crescer, dar outro valor à vida, a quem está perto.

Por falar em vida, ela passa muito depressa, todos sabem. Ao mesmo tempo, reclamamos do dia que não acaba, dos fins de semana que não podemos fazer nada por causa da chuva, etc. Reclamar é com a gente mesmo, não?! Mas será que não podemos fazer nada mesmo? Garanto que se aproveitarmos cada minuto do dia ele não será pesado em nenhuma ocasião!

E, principalmente, se curtirmos quem está do nosso lado, a nossa família (por mais torta que seja) todo o tempo será pouco! Porque sonhos, nós devemos ter sim, sempre! Eles nos impulsionam a correr atrás. Mas, o que temos aqui e agora é o presente e o que carregamos para o amanhã são lembranças. Cuide para que as suas não sejam do tipo “podia ter feito mais” e, sim, que sejam de amor, respeito e cumplicidade...